Cirurgia Robótica
A cirurgia robótica é uma técnica minimamente invasiva realizada pelo cirurgião com o auxílio de uma plataforma tecnológica. O sistema oferece visão tridimensional ampliada e instrumentos articulados, que permitem movimentos precisos em regiões de acesso mais restrito.
O robô não realiza a cirurgia sozinho. A indicação, o planejamento e todos os movimentos durante o procedimento são controlados pelo médico.
Como a cirurgia robótica é realizada?
A cirurgia é feita sob anestesia geral. São realizadas pequenas incisões, geralmente próximas ao tamanho de uma moeda, por onde é colocada a câmera e os instrumentos cirúrgicos.
Nas cirurgias da próstata e dos rins, utilizamos dióxido de carbono para criar espaço dentro do abdômen. Isso permite visualizar melhor a região que será tratada e movimentar os instrumentos com precisão. Todo esse processo é controlado pela equipe.
Depois, os braços da plataforma são posicionados junto ao paciente e conectados aos instrumentos. O cirurgião realiza o procedimento por meio de um console, acompanhando o campo cirúrgico em uma imagem tridimensional ampliada.
Cada movimento feito pelo médico é reproduzido pelos instrumentos. A plataforma ajuda a filtrar tremores naturais das mãos e permite movimentos articulados e delicados.
Durante toda a cirurgia, um médico assistente permanece ao lado do paciente para auxiliar na troca de instrumentos e nas etapas que exigem atuação direta junto à mesa cirúrgica.
O que muda para o paciente?
Quando bem indicada, a cirurgia robótica pode estar associada a incisões menores, menor perda de sangue e menor agressão aos tecidos próximos à região tratada.
Essas características podem favorecer:
- menor tempo de internação;
- redução do desconforto no período pós-operatório;
- retorno gradual às atividades em menos tempo;
- maior precisão em procedimentos realizados em regiões delicadas.
O que muda para o paciente?
A escolha depende do diagnóstico e do objetivo do tratamento. Na urologia, a cirurgia robótica pode ser considerada principalmente em:
Câncer de próstata, quando a retirada da próstata faz parte do tratamento.
Tumores renais, inclusive em casos nos quais pode ser possível preservar parte do rim.
Procedimentos que exigem reconstrução ou suturas delicadas.
Cirurgias urológicas selecionadas, quando a plataforma oferece uma vantagem técnica relevante para o caso.
A indicação é definida após a análise dos exames, das alternativas disponíveis e das condições clínicas do paciente.
Como é a recuperação?

Tempo de internação
O período de internação varia conforme o procedimento e a evolução clínica. Em muitos casos, a permanência no hospital é menor quando comparada à cirurgia aberta.

Primeiros dias
É comum sentir cansaço e algum desconforto nas pequenas incisões. Dependendo da cirurgia, o paciente também poderá utilizar temporariamente um cateter ou dreno.

Retorno à rotina
A retomada da rotina acontece de forma gradual. Esforços devem ser evitados até que o cirurgião avalie a recuperação e faça a liberação.

Cuidados e acompanhamento
A equipe orienta sobre medicamentos, alimentação e higiene das incisões. Também informa quais sinais precisam ser comunicados e programa os retornos para acompanhar a evolução.
Cada caso exige uma decisão bem conduzida.
Agende uma avaliação para entender se a cirurgia robótica é indicada para o seu diagnóstico e quais caminhos podem ser considerados.
Saiba mais sobre cirurgia robótica
Cirurgia Robótica
A cirurgia robótica representa uma das mais importantes evoluções da cirurgia minimamente invasiva. Desenvolvida a partir dos princípios da videolaparoscopia, essa tecnologia ampliou significativamente os recursos disponíveis ao cirurgião, proporcionando visão tridimensional (3D) em alta definição, imagem ampliada do campo operatório e instrumentos articulados com movimentos precisos e ampla liberdade de movimentação.
Durante o procedimento, o cirurgião permanece no console, de onde controla integralmente os instrumentos robóticos. A tecnologia permite movimentos delicados, com filtragem de tremores e grande precisão, favorecendo a identificação e a preservação de estruturas anatômicas importantes, especialmente em procedimentos realizados em regiões de difícil acesso.
Na Urologia, a cirurgia robótica adquiriu papel de destaque, sendo amplamente utilizada em procedimentos como prostatectomia radical, nefrectomia parcial, pieloplastia e outras cirurgias urológicas de alta complexidade. Em pacientes adequadamente selecionados, a abordagem minimamente invasiva pode proporcionar menor trauma cirúrgico, pequenas incisões, menor perda sanguínea e recuperação pós-operatória mais rápida.
A nova geração: da Vinci 5
A evolução da cirurgia robótica continua. A chegada da nova geração do sistema da Vinci 5 representa mais um passo na integração entre cirurgia, tecnologia e ambiente digital.
O sistema incorpora maior capacidade computacional, melhorias na qualidade e no processamento das imagens, avanços na ergonomia do console e novas tecnologias de instrumentação e sensoriamento, incluindo recursos capazes de fornecer ao cirurgião informações sobre as forças exercidas pelos instrumentos durante determinadas etapas do procedimento.
Mais do que simplesmente executar movimentos, as novas plataformas caminham para um ambiente cirúrgico cada vez mais integrado, digital e orientado por dados, oferecendo ao cirurgião novas ferramentas para planejamento, execução e análise dos procedimentos.
A cirurgia robótica entra, assim, em uma nova era: mais tecnologia a serviço da precisão cirúrgica, da preservação das estruturas anatômicas e da segurança do paciente.
Como é feita a cirurgia robótica
Na cirurgia robótica, o robô não opera sozinho. Quem executa e comanda cada etapa do procedimento é o cirurgião, que permanece confortavelmente posicionado em um console e controla, em tempo real, os braços e instrumentos robóticos.
O sistema é composto pelo console do cirurgião, robô com braços articulados e equipamentos responsáveis pelo processamento das imagens, iluminação e energia. Após o posicionamento do paciente, é realizado o docking, etapa em que o robô é aproximado e seus braços são conectados aos instrumentos cirúrgicos.
As pinças robóticas possuem grande capacidade de articulação e reproduzem com elevada precisão os movimentos realizados pelas mãos do cirurgião no console. Um dos braços controla a câmera, responsável por transmitir uma imagem tridimensional (3D), em alta definição, ampliada e com percepção de profundidade diretamente para o visor do cirurgião.
Essa visão detalhada permite identificar e diferenciar estruturas anatômicas extremamente delicadas, oferecendo condições para uma dissecção mais precisa.
Experiência e tecnologia trabalhando juntas
Embora a plataforma robótica ofereça recursos tecnológicos avançados, a experiência do cirurgião continua sendo fundamental. É ele quem interpreta as imagens, reconhece os planos anatômicos, toma as decisões durante o procedimento e determina cada movimento realizado pelo robô.
Quanto maior o conhecimento anatômico e a experiência cirúrgica, maior a capacidade de utilizar esses recursos tecnológicos de maneira eficiente, buscando precisão, segurança e preservação das estruturas importantes.
Na cirurgia do câncer de próstata, por exemplo, essa associação é especialmente relevante durante a identificação, dissecção e preservação dos feixes neurovasculares, estruturas que contém nervos e vasos relacionados à função erétil, assim como durante as etapas destinadas à preservação dos mecanismos envolvidos na continência urinária.
A tecnologia, portanto, não substitui o cirurgião: ela amplia sua visão, sua destreza e sua capacidade de executar movimentos delicados. Quando experiência e tecnologia trabalham juntas, criam condições para uma cirurgia cada vez mais precisa, buscando preservar, sempre que oncologicamente possível, as estruturas fundamentais para a qualidade de vida do paciente.
Experiência que inspira confiança.
Tecnologia que preserva o que mais importa.
Prostatectomia Radical Robótica – Técnica Ultrapreservadora
A prostatectomia radical robótica é uma das principais aplicações da cirurgia robótica na Urologia e tem como objetivo o tratamento do câncer de próstata localizado, associando controle oncológico à busca pela preservação da qualidade de vida do paciente.
Nos fragmentos do procedimento apresentados neste vídeo, é possível acompanhar etapas de uma prostatectomia radical robótica realizada com princípios da técnica ultrapreservadora, abordagem que valoriza o conhecimento detalhado da anatomia e uma dissecção delicada e precisa.
A técnica busca identificar e respeitar os planos anatômicos naturais, minimizar a manipulação e o uso de energia térmica próximo às estruturas neurais e preservar, sempre que houver segurança oncológica, os feixes neurovasculares responsáveis pela função erétil. Da mesma forma, atenção especial é dedicada à preservação do comprimento uretral e das estruturas relacionadas ao mecanismo da continência urinária.
É justamente nesse momento que a associação entre experiência e tecnologia ganha ainda mais importância. A visão tridimensional ampliada e em alta definição, somada à precisão e à articulação dos instrumentos robóticos, permite ao cirurgião reconhecer estruturas delicadas e executar movimentos extremamente precisos.
Mas a tecnologia é uma ferramenta. Quem interpreta a anatomia, define o plano de dissecção, toma as decisões e executa cada movimento é o cirurgião.
O objetivo é tratar o câncer com segurança oncológica e, sempre que as características da doença permitirem, preservar ao máximo as estruturas responsáveis pela continência urinária e pela função sexual, aspectos fundamentais para a recuperação funcional e a qualidade de vida após a cirurgia.
Experiência que inspira confiança.
Tecnologia que preserva o que mais importa.
Benefícios da Cirurgia Robótica
A cirurgia robótica combina os benefícios de uma abordagem minimamente invasiva com recursos tecnológicos que ampliam a capacidade do cirurgião durante o procedimento.
A visão tridimensional (3D) em alta definição e ampliada, associada à precisão e à ampla articulação dos instrumentos robóticos, facilita o acesso a regiões anatômicas delicadas e permite a realização de movimentos extremamente precisos. Esses recursos são particularmente importantes em cirurgias complexas, nas quais poucos milímetros podem fazer diferença na identificação e preservação de estruturas importantes.
Entre os principais benefícios da cirurgia robótica, destacam-se:
. Menor perda sanguínea e menor necessidade de transfusão em diversos procedimentos;
. Menor dor e desconforto no pós-operatório;
. Pequenas incisões e cicatrizes menores;
. Menor tempo de internação hospitalar em muitos procedimentos;
. Recuperação mais rápida, favorecendo o retorno precoce às atividades habituais;
. Menor trauma cirúrgico decorrente da abordagem minimamente invasiva;
. Maior precisão na dissecção, especialmente em regiões anatômicas delicadas;
. Potencial para preservação de estruturas nobres, quando tecnicamente e oncologicamente possível;
. Em determinados procedimentos, menor ocorrência de algumas complicações pós-operatórias
Mais do que tornar uma cirurgia minimamente invasiva, a plataforma robótica oferece ao cirurgião recursos para realizar procedimentos complexos com visão ampliada, precisão e controle dos movimentos.
Cirurgias urológicas que podem ser realizadas por robô
A cirurgia robótica está presente em um número cada vez maior de procedimentos urológicos, desde cirurgias reconstrutivas até operações oncológicas de alta complexidade.
A combinação de visão tridimensional ampliada, instrumentos articulados e movimentos precisos controlados pelo cirurgião é particularmente útil na Urologia, especialidade em que muitas cirurgias são realizadas em espaços anatômicos profundos e próximos a vasos, nervos e outras estruturas delicadas.
Atualmente, a abordagem robótica encontra-se amplamente incorporada à prática de grandes centros especializados, com destaque para o tratamento cirúrgico dos cânceres de próstata, rim e bexiga, além de diferentes procedimentos reconstrutivos do trato urinário.
Principais cirurgias urológicas realizadas com auxílio da plataforma robótica
. Prostatectomia radical robótica – tratamento cirúrgico do câncer de próstata;
. Prostatectomia simples robótica – tratamento da hiperplasia prostática benigna, especialmente em próstatas volumosas;
. Nefrectomia parcial robótica – retirada do tumor renal com preservação do restante do rim, quando tecnicamente indicada;
. Nefrectomia radical robótica – retirada do rim para tratamento de tumores selecionados;
. Cistectomia radical robótica – tratamento de casos selecionados de câncer de bexiga;
. Pieloplastia robótica – correção da obstrução/estenose da junção ureteropélvica (JUP);
. Reimplante ureteral robótico – reconstrução do ureter em determinadas estenoses ou lesões;
. Uretero-ureteroanastomose robótica – reconstrução do ureter por meio da união de seus segmentos;
. Sacropromontofixação robótica – tratamento de determinados casos de prolapso de órgãos pélvicos;
. Linfadenectomia retroperitoneal robótica – utilizada em situações selecionadas, principalmente no contexto do câncer de testículo.
Além dos procedimentos urológicos, a plataforma robótica também pode ser utilizada por outras especialidades em cirurgias minimamente invasivas, como a hernioplastia inguinal robótica.
A indicação da via robótica deve ser individualizada, considerando a doença a ser tratada, as características do paciente, a complexidade do procedimento e a experiência da equipe cirúrgica.
Quem está habilitado a realizar uma cirurgia robótica?
A cirurgia robótica exige capacitação específica e treinamento dedicado. O domínio da cirurgia convencional ou videolaparoscópica é importante, mas a utilização de uma plataforma robótica requer o desenvolvimento de habilidades próprias para operar o sistema com segurança e precisão.
A formação do cirurgião robótico envolve diferentes etapas, que incluem treinamento teórico, conhecimento da plataforma, simulação, exercícios práticos, treinamento no console e participação em procedimentos supervisionados, seguindo os critérios de habilitação e credenciamento aplicáveis.
A partir dessa formação, o cirurgião desenvolve não apenas o domínio dos comandos do robô, mas também a capacidade de integrar os recursos tecnológicos à sua experiência cirúrgica e ao conhecimento da anatomia.
Em procedimentos de maior complexidade, o aprimoramento é contínuo. Treinamentos avançados e hands-on permitem aperfeiçoar técnicas específicas, como a prostatectomia radical robótica com preservação neurovascular, buscando conciliar segurança oncológica, precisão cirúrgica e preservação funcional.
Por isso, mais importante do que simplesmente dispor de um robô é contar com um profissional adequadamente treinado e habilitado para utilizar todo o potencial dessa tecnologia.

Capacitação/habilitação na plataforma da Vince no Centro de Treinamento em Cirurgia do Albert Einstein em SP - Intuitive

Formação em cirurgia robótica urológica - Faculdade de Ciências da Saúde Moinhos de Vento - Porto Alegre

Treinamento avançado em Prostatectomia Radical Robótica(Hands -On)- Técnica ULTRAPRESERVADORA – Santa Casa de Porto Alegre

Robotic Surgery Experience(IBCR - Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica) em Salvador
Cirurgia Robótica: informação e cuidado em cada etapa
Se você recebeu indicação para uma cirurgia, deseja saber se a cirurgia robótica é uma opção adequada para o seu caso ou ainda tem dúvidas sobre o procedimento, entre em contato.
Cada paciente deve ser avaliado individualmente, considerando seu diagnóstico, suas características e as diferentes possibilidades de tratamento.
Nossa equipe está à disposição para orientar, esclarecer suas dúvidas e ajudá-lo a compreender cada etapa do tratamento, sempre buscando segurança, precisão e cuidado individualizado.
Experiência que inspira confiança.
Tecnologia que preserva o que mais importa.