HPB

Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) ou Próstata Aumentada

A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), popularmente conhecida como aumento benigno da próstata, é uma condição muito comum nos homens e se torna mais frequente com o avançar da idade.

Embora seja uma doença benigna, o crescimento da próstata pode comprimir a uretra e dificultar a saída da urina, causando sintomas que podem interferir significativamente na qualidade de vida.

O tratamento é individualizado e depende da intensidade dos sintomas, do tamanho da próstata, do grau de obstrução, da presença de complicações e das características de cada paciente. As opções incluem desde acompanhamento e medicamentos até procedimentos minimamente invasivos e cirurgias endoscópicas, a laser ou robóticas.

O que é Hiperplasia Prostática Benigna (HPB)?

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino localizada logo abaixo da bexiga e ao redor da porção inicial da uretra, canal responsável por conduzir a urina para fora do organismo.

 

Com o envelhecimento, é comum ocorrer uma proliferação benigna das células da próstata, principalmente em sua região central, denominada zona de transição. Esse processo é chamado de Hiperplasia Prostática Benigna.

 

Quando esse crescimento comprime a uretra e dificulta a saída da urina da bexiga, pode ocorrer a chamada obstrução prostática benigna, responsável por grande parte dos sintomas urinários associados à HPB.

É importante destacar que o tamanho da próstata, isoladamente, não determina a intensidade da obstrução ou dos sintomas.

Quais são os sintomas da HPB?

Os sintomas relacionados à próstata podem ser divididos principalmente em sintomas de armazenamento e de esvaziamento da bexiga.

Entre os mais comuns estão:

Jato urinário fraco e dificuldade para urinar

Sensação persistente de esvaziamento incompleto

Retenção urinária

Infecções recorrentes

Pouca resposta aos medicamentos

Efeitos indesejados com o tratamento medicamentoso

Próstata com volume elevado

Complicações relacionadas à obstrução

Enucleação Prostática com Holmium Laser – HoLEP

A HoLEP (Holmium Laser Enucleation of the Prostate) é uma das técnicas mais modernas e eficazes para o tratamento da obstrução provocada pela HPB.

Realizada por via endoscópica, através da uretra e sem cortes no abdômen, utiliza o laser para separar o adenoma prostático da cápsula da próstata seguindo o próprio plano anatômico da glândula. Em seguida, o tecido é removido da bexiga por meio de um equipamento denominado morcelador.

Uma das grandes vantagens da HoLEP é poder ser utilizada em próstatas de diferentes tamanhos, inclusive próstatas muito volumosas, proporcionando excelente desobstrução urinária e resultados duradouros.

Atualmente, é uma das principais técnicas utilizadas pelo Dr. Leonardo para o tratamento cirúrgico da HPB e, em muitos casos, permite tratar próstatas volumosas por via endoscópica, evitando uma cirurgia abdominal.

A HPB é um problema comum?

Sim. A HPB é uma das condições urológicas mais frequentes no homem adulto e sua prevalência aumenta progressivamente com a idade.

Alterações microscópicas relacionadas à HPB podem ser encontradas em aproximadamente metade dos homens aos 60 anos e tornam-se ainda mais frequentes após os 80 anos.

Entretanto, nem todo homem com próstata aumentada apresenta sintomas ou necessita de tratamento.

Quem tem HPB apresenta maior risco de câncer de próstata?

Não. A HPB não se transforma em câncer e não é considerada uma lesão pré-cancerígena.

Entretanto, HPB e câncer de próstata podem ocorrer no mesmo paciente. Além disso, algumas alterações urinárias podem estar presentes nas duas condições.

Por isso, homens com sintomas urinários devem ser avaliados pelo urologista, que poderá determinar a necessidade de exames complementares e da investigação do câncer de próstata.

Os sintomas relacionados à próstata podem ser divididos principalmente em sintomas de armazenamento e de esvaziamento da bexiga.

Entre os mais comuns estão:

. Aumento da frequência urinária;
. Urgência para urinar;
. Necessidade de levantar durante a noite para urinar (noctúria);
. Dificuldade para iniciar a micção;
. Jato urinário fraco;
. Jato interrompido ou entrecortado;
. Necessidade de fazer força para urinar;
. Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga;
. Gotejamento após terminar de urinar.

Com a progressão da obstrução, alguns pacientes podem apresentar complicações, como:

. Retenção urinária, com incapacidade de urinar espontaneamente;
. Infecções urinárias recorrentes;
. Sangramento na urina;
. Formação de cálculos na bexiga;
. Grande quantidade de urina residual após a micção;
. Dilatação do trato urinário;
. Comprometimento da função dos rins em casos mais avançados.

Um aspecto importante é que o volume da próstata não apresenta relação direta com a intensidade dos sintomas. Um homem com próstata pouco aumentada pode apresentar obstrução importante, enquanto outro com uma próstata bastante volumosa pode ter poucos sintomas.

A avaliação começa pela história clínica e pela caracterização dos sintomas urinários. Questionários específicos, como o IPSS (International Prostate Symptom Score), podem ajudar a medir a intensidade dos sintomas e seu impacto na qualidade de vida.

O exame físico inclui o toque retal, que permite avaliar aproximadamente o tamanho, a consistência e possíveis alterações da próstata.

Dependendo de cada caso, a investigação pode incluir:

. Exame de urina;
. Dosagem do PSA quando indicada;
. Avaliação da função renal;
. Ultrassonografia da próstata e do aparelho urinário;
. Medida do resíduo urinário após a micção;
. Urofluxometria, que avalia características do fluxo urinário.

A ultrassonografia é particularmente útil para determinar o volume prostático e auxiliar na escolha do tratamento. Também permite avaliar a bexiga, o resíduo pós-miccional e determinadas repercussões sobre o aparelho urinário.

O Estudo Urodinâmico não é necessário rotineiramente para todos os pacientes com HPB. Ele é reservado para situações selecionadas, principalmente quando existem dúvidas sobre a causa dos sintomas ou sobre a capacidade de contração da bexiga, ou antes de um tratamento invasivo em determinados pacientes.

O tratamento deve ser individualizado.

Homens com sintomas leves e sem complicações podem ser acompanhados periodicamente, associados a mudanças comportamentais e de estilo de vida.

Quando os sintomas são moderados ou intensos, comprometem a qualidade de vida ou existe risco de progressão da doença, pode ser indicado tratamento medicamentoso.

Nos casos de sintomas refratários ao tratamento clínico ou na presença de determinadas complicações, o tratamento cirúrgico pode ser a melhor opção.

Alfabloqueadores

Medicamentos como Tansulosina e Doxazosina relaxam a musculatura da próstata e do colo da bexiga, facilitando a passagem da urina.

Apresentam ação relativamente rápida e estão entre os medicamentos mais utilizados para o tratamento dos sintomas urinários associados à HPB.

Entre os possíveis efeitos adversos estão tontura, queda da pressão arterial e alterações da ejaculação, dependendo do medicamento utilizado.

Inibidores da 5-alfa-redutase

Finasterida e Dutasterida reduzem a conversão da testosterona em di-hidrotestosterona (DHT), hormônio relacionado ao crescimento prostático.

São especialmente indicadas para homens com sintomas moderados ou importantes e próstatas aumentadas, particularmente quando existe maior risco de progressão da doença.

Seu efeito ocorre de forma gradual ao longo de meses. Além da redução do volume prostático, esses medicamentos diminuem o risco de retenção urinária e da necessidade futura de cirurgia.

Os possíveis efeitos adversos incluem redução da libido, alterações da função erétil e diminuição do volume ejaculado.

Os inibidores da 5-alfa-redutase podem ser associados aos alfabloqueadores em pacientes selecionados.

Tadalafila

A Tadalafila 5 mg de uso diário também pode ser utilizada no tratamento dos sintomas urinários associados à HPB.

Pode ser particularmente interessante para homens que apresentam simultaneamente sintomas urinários e disfunção erétil, proporcionando benefício para ambas as condições.

Outros medicamentos podem ser utilizados quando predominam sintomas como urgência e aumento da frequência urinária, sempre após avaliação individualizada pelo urologista.

A cirurgia pode ser considerada quando os sintomas permanecem importantes apesar do tratamento clínico ou quando o paciente deseja uma solução intervencionista após avaliação dos riscos e benefícios.

Também existem situações nas quais o tratamento cirúrgico pode se tornar necessário, como:

. Retenção urinária recorrente ou refratária;
. Infecções urinárias recorrentes relacionadas à obstrução;
. Cálculos na bexiga;
. Sangramento urinário recorrente relacionado à próstata;
. Dilatação do trato urinário ou comprometimento da função renal decorrente da obstrução;
. Sintomas urinários importantes sem resposta adequada ao tratamento medicamentoso.

A escolha da técnica depende principalmente do tamanho e da anatomia da próstata, das condições clínicas do paciente, do uso de anticoagulantes, das prioridades relacionadas à função sexual e da experiência da equipe cirúrgica.

Ressecção Transuretral da Próstata (RTUP)

É realizada através da uretra, sem incisões externas. Um aparelho endoscópico permite visualizar a próstata e retirar o tecido responsável pela obstrução urinária.

A RTUP permanece uma técnica clássica e eficaz, especialmente para próstatas de tamanho intermediário.

Incisão Transuretral da Próstata (ITUP)

Também realizada por via endoscópica, consiste na realização de pequenas incisões na próstata e no colo da bexiga para ampliar a passagem da urina.

É indicada principalmente para próstatas pequenas, geralmente menores que 30 mL e sem lobo mediano obstrutivo.

Vaporização da próstata com GreenLight Laser®️

Utiliza um laser para vaporizar progressivamente o tecido prostático responsável pela obstrução.

Apresenta boa capacidade de controle do sangramento e pode ser especialmente considerada em determinados pacientes com maior risco hemorrágico ou que utilizam medicamentos antiagregantes ou anticoagulantes.

A indicação deve ser individualizada pelo urologista.

Prostatectomia Simples Robótica

Em pacientes com próstatas muito volumosas, a prostatectomia simples robótica é outra excelente opção.

Por meio de pequenas incisões no abdômen e com auxílio da plataforma robótica, o cirurgião remove o adenoma responsável pela obstrução, preservando a parte externa da próstata.

A visão ampliada em três dimensões e a precisão dos instrumentos robóticos permitem uma dissecção detalhada e precisa.

É fundamental esclarecer que a prostatectomia simples robótica realizada para HPB é diferente da prostatectomia radical robótica utilizada no tratamento do câncer de próstata. Na cirurgia para HPB, apenas o tecido benigno responsável pela obstrução é retirado; no tratamento do câncer, a próstata é removida integralmente juntamente com outras estruturas conforme a indicação oncológica.

Se você apresenta sintomas urinários ou percebe mudanças na forma de urinar, procure a avaliação de um urologista.

A Hiperplasia Prostática Benigna pode ser tratada de diferentes maneiras, desde medicamentos até técnicas modernas minimamente invasivas. A escolha do tratamento ideal deve ser individualizada, considerando seus sintomas, as características da próstata e suas necessidades.

Estamos à disposição para esclarecer suas dúvidas e ajudá-lo a encontrar a melhor opção de tratamento para o seu caso.